Pós-modernismo social (Hipócrates)

Postado em Geral em Novembro 4, 2009 por tropicalismo

Com tanta pressão no meu cotidiano, às vezes eu canso de ser referência. Pro bem ou pro mal, na maioria das vezes, meu “instinto” faz com que eu aja. Não cobrem de mim, nem de ninguém, palavras sinceras, afagos ou elogios.” Somos o que podemos ser” (já dizia o Humberto), mas eu completaria: somos o que podemos ser, automaticamente. O que podemos fazer é, temporariamente, mascarar a nossa essência. Ser mas amável, compreensível, inteligente, ou intelectual, por alguns momentos na nossa mera existência. Acho até que aquele que se mostra sempre mais verdadeiro possa ser melhor aceito (a médio prazo) do que aquele que tenta simplesmente agradar. A verdade arde, algumas vezes, mas seria somente na verdade que a inter-relação poderia coexistir. Não sei se o problema é biológico, antropológico, religioso, ou de qualquer outro âmbito social, apenas quis compartilhar com os leitores de que eu vejo muita mentira rolando solta por aí. Na política, na escola, com meus relativos, na praça pública, nas obras, no campo, no jardim e na praia. Há inverdades dentro da gente e isso me preocupa muito, porque na falsidade, não sei até que ponto chegaríamos.
Um aviso: a carapuça é tamanho único.

Boa semana pós-feriado a todos.

(Pai, afasta de mim este cálice de vinho tinto de sangue!)

Jornada.

Postado em Geral em Outubro 22, 2009 por tropicalismo

Se dissermos que sim, a vida vem e nos priva. Se dissermos que não, somos classificados como intransigentes. Entender o que há por trás da conspiração natural da ordem das coisas não é somente para os esclarecidos, mas sim pra’queles que tem sorte na vida. Descobrir e trilhar caminhos nas intempéries e surpresas do cotidiano somente se faz possível àqueles com feeling e destreza o suficiente pra driblar os problemas e agir de forma única. Não ouvir palpites furados é uma arte! Andar com as próprias pernas, mas se mover a partir das próprias ideias.
Assim, pé ante pé, sem ser entendido, mas sempre tentando ser influenciado (e, as vezes, infelizmente, sendo) traço a reta torta da minha jornada e atravesso montes e ruínas de infelicidade pra chegar nalgum lugar digno e pacífico. Com um pouco dos outros, mas um monte de mim sigo adiante, com a mente limpa, o corpo sadio e a utopia me guiando.

(How many roads must a man walk down?)

Humanismo em fórmula e artigo. (Humanidade distorcida)

Postado em Geral em Outubro 19, 2009 por tropicalismo

Acho engraçado nós, seres humanos, que acreditamos tanto nos outros seres humanos só porque esses se dizem especialistas disso, mestres naquilo, doutores naquilo outro. Por que? Esses doutores, mestres e afins somente se diferenciam porque eles leram e aprenderam coisas diferentes que nós e porque têm um diploma que lhes dão autoridade. Mas essa autorização é dada por outros que antes desses que se diziam mestres, doutores e afins, estudaram, que, por sua vez, outros antes disseram estar correto e assim por diante. Há uma convenção iminente de tudo o que existe e que nós, às vezes, levamos ao pé da letra. “Não comam carne vermelha, não bebam muita cerveja, não façam sexo desprotegidos…” Quem disse? Quem poderia dizer? Coisas são descobertas (ou inventadas) diariamente e, talvez, algo inventado (ou descoberto) hoje possa mudar toda essa história. E se assim for, por que então insistimos em ouvir os especialistas? Não entra na minha cabeça a forma que a sociedade se encontra vislumbrada em frente aos anúncios que esses caras fazem. Nós, desse jeito, perdemos toda a humanidade que nos sobrava. Estamos todos seguindo regras colocadas por pessoas que tem uma formação específica (e cada vez mais específica). Tudo resume-se em ciência. Se eu digo pra não jogar papel no chão, economizar água, etc, ninguém dá bola, mas se o biólogo tal disser, está valendo. Também temos que lembrar que ao dizer o que não fazer, abrimos brechas pra deixar subentendido o que podemos fazer e, as vezes, essa informação é até mais forte do que a proibição e, esses nossos atos “autorizados” podem ser mais prejudiciais do que os negados.
Lembro de certa vez estar lendo uma revista que trazia como assunto: Ser saudável. Achei interessante porque a cada página que eu lia eu via que não poderia comer alguma coisa que na página anterior me indicavam. Acho que é até por isso que estou redigindo esse texto. Mas não é a minha individualidade que vale aqui, porque eu estou ciente do que pode vir a ser bom ou mal pra mim. Preocupo-me mais com as convenções gerais, que abrangem a sociedade. Imaginem todos pensando igual sobre determinado tema. Pode até parecer interessante em alguns momentos, mas é extremamente perigoso. Pra sua saúde, pra minha saúde, pra saúde de um país, do mundo. E tem mais um ponto interessante pra refletirmos: As vezes temos algumas pessoas como referência na nossa vida e tentamos ser o mais parecidos quanto possível com essa pessoa. Chamamo-las de ídolos. Ter ídolos é, também, autorizar que essa pessoa influencie na nossa vida. Portanto, nem precisaria dizer mas, pra enfatizar: cuidado! Sejamos nós. Conscientemente nós. Eu sei que levamos um pouco dos outros, isso é indiscutível e não tem como mudar, mas tentemos um pouco de originalidade. Se pensarmos por nós mesmos, acabaremos pensando pelos outros e a nossa “humanidade” ainda poderá ser resgatada. A essência tem que ser buscada e a utopia deve continuar. Faremo-la viva. Afinal, citando Chaplin: “não sois máquina, homem que sois”. Imaginemos também todos seguindo as mesmas regras. Seríamos todos iguais. Um monte de carbono agindo conforme as leis da Química. Dentro dessa discussão eu não poderia deixar de citar a ética como ponto de partida. Agir com ética é agir, em primeiro lugar, sabendo nos colocar enquanto diferentes no mundo dos iguais. Saber o nosso lugar e a nossa função onde temos os mesmo direitos e mesmos deveres. E saber, principalmente, até onde a nossa liberdade alcança. Volto a tocar no assunto: devemos saber ser Homens. Homem enquanto animal e não enquanto Senhor da Sabedoria e das ações, achando que tem tudo sob controle. Não esqueçamos, apesar do hipotálamo desenvolvido e polegar opositor, somos animais. E não deveríamos esperar nada a mais da gente. (São insights que me atormentam, peço desculpas pela falta de nexo nas prerrogativas).

Uma histórida de educação

Postado em Geral em Setembro 21, 2009 por tropicalismo

Vim pra contar hoje, como tive a certeza de ter escolhido a profissão certa. Mas, antes de iniciar a narrativa do meu acerto, quero deixar bem esclarecido àqueles que, assim como eu, entrarão cegamente nessa aventura de leccio.

Amigos, a vocês eu dedico esse texto. Não caiam no conto daqueles que dizem ter uma missão. Não acreditem que seja, acima de tudo, lucrativo e prazeroso lecionar. Não creiam que todos podem ser bons professores. Porque vos afirmo tal blasfêmia? Posso tentar explicar: Garanto já terem escutado a expressão “a corda sempre arrebenta do lado mais frágil”. Portanto, saibam colegas, o professor é o lado mais frágil! Espanto? Há tanto é assim.
Há um complô irracional contra o professor. E afirmo, não é elegante e nem saudável esse complô. Eu reclamo, mas não me importo. (A frente falarei o porque.) O aluno despeja a culpa do desinteresse no seu professor, o Estado paga mal esse profissional, mas ao mesmo tempo o carrega de ofícios. (Somos pais, amigos, psicólogos, juízes de boxe, entre outras atividades…) Mesmo assim, o Estado nos quer lá, ávidos, vigorosos, cheios de ideologias e composturas. A sociedade nos quer polidos. Sempre procuro comparar a profissão do professor com a do padre. Faz sentido. Padre é padre, dentro ou fora da Igreja. Tem que se comportar tal qual, pois tem a missão ética e moral por traz de sua figura. Professor, igual.

Ok, continuemos. Há vários outros pontos negativos, talvez até piores do que os supracitados. A zona dentro da sala de aula e a impotência do professor contra marmanjos que não queriam estar lá, aprendendo, mas que temos que manter exatamente naquele lugar, até se formar e se tornar mais número positivo no senso da ONU, por exemplo.
Antes de continuar eu pergunto: Vocês, das licenciaturas, estão prontos pra enfrentar isso tudo e um pouco mais com garra e principalmente responsabilidade? Se a resposta for não, parem por aqui. Agora, se a resposta for afirmativa, estejam seguros das recompensas.
Bem, minha história na licenciatura, eu acho que começa antes de minha consciência atinar pra isso. Sempre gostei da maneira em que os professores se relacionavam conosco, enquanto estudantes do ensino fundamental e antes de prosseguir, preciso citar um nome em especial, meu norte educacional, minha inspiração: Marcos, querido professor Marcão! Esse cara é o responsável por tudo de bom, relacionado à educação, que há em mim, no meu caráter. Depois de registrado esse apreço, quero contar minha experiência que provou a mim que poderia me dar bem nessa área.

Era meu tempo de estágio obrigatório, da faculdade. Estava apenas substituindo o professor de Ed. Física que por ventura havia faltado naquela oportunidade. Sob minha responsabilidade havia uma turma de 6ª série, onde havia dois alunos com deficiência auditiva. Pra mim era muito difícil me acostumar com aquilo e, de certa forma me sentia acuado, com medo de agir de forma imbecil. Como era meu primeiro dia na frente de alguma turma, em alguma escola, eu estava coberto de medos. Mas, desse medo que me acometia, surgiu o maior acerto, segundo minha própria consciência. De início, dividi a turma entre meninas e meninos. As meninas foram brincar com a bola, no pátio e os meninos, quase obrigatoriamente, queriam jogar futebol. Concordei, formando três equipes, onde cada time jogaria no famoso 10 minutos ou dois gols (Não vou explicar aqui, se não conhecem, o Google pode explicar). Até aí, nada de mais, porém, em um desses times, teria que estar o menino com deficiência auditiva e, imediatamente quando escolhi uma equipe para ele, a equipe inteira veio reclamar apontando-o como incapaz. Tenho que frisar, antes de continuar, que mesmo não valendo nem uma bala, ganhar nessas “competições” é questão de honra pra alguns. Continuando, fiz uma breve reunião com a equipe daquele menino e disse que tal era tão capaz quanto qualquer outro e que ele jogaria sim, bastaria os demais fazê-lo participar. Não sei explicar, não sei o que aconteceu. Senti algo, percebi algo. Aquele time foi para a final daquele torneio rápido, de três equipes e parecia mesmo questão de honra vencê-lo.

A esta altura, essa história já está quase com um final óbvio. Irei direto a ele. O jogo estava empatado em um a um e faltava menos de dois minutos para o fim. Se terminasse assim, teríamos que ir para os pênaltis. Nem sei como ocorreu, mas, o time do “surdinho” (que era como os colegas o chamavam), num contra ataque meio desesperado chutou a bola pra frente, na direção dele que, quase instintivamente, enfiou o pé na bola e ela vagarosamente entrou no gol adversário. Pois é, tinha feito o gol da vitória e do “campeonato”. Eu não sei descrever exatamente o que passou naquele momento na minha cabeça. O que sei é que foi um arrepio muito parecido com o qual estou sentindo agora e igual ao que eu sempre sinto quando conto essa história pra alguém.

Talvez não tenham achado uma boa história. Talvez não tenham sentido orgulho, ou talvez nem se importam com isso. Mas eu digo, se um dia, você que faz parte de qualquer instância da educação, sentir emoção enquanto estiver no ofício, tenha certeza, o sangue que corre nas tuas veias é o sangue de professor. Porque, embora haja tudo aquilo que eu mencionei no início desse texto, se nas tuas veias tiver esse sangue diferente, não te importarás com nada daquilo. Sim, irá te decepcionar algumas vezes. Talvez quase todos os dias, mas será justamente isso que te fará, no outro dia, voltar à escola e tentar mudar a vida de alguém.

Falando em mudar a vida, nessa minha feliz história, talvez o “surdinho” não tenha sentido nada de especial. Talvez a lição de moral à equipe que não o queria, também não tenha surtido efeito, mas, com toda a certeza, a vida de alguém mudou depois desse episódio. Sabem de quem? Sim, a minha.

A questão: Educação.

Postado em Geral em Julho 22, 2009 por tropicalismo

Panorama da sala de aula

Panorama da sala de aula


Não venho hoje, aqui, querer apresentar a solução pra todos os problemas educacionais. Longe disso. Venho realmente traçar várias perspectivas que, infelizmente, assombram o nosso sistema de educacão. De partida, com olhar pessimista, quero mencionar que não vejo saída para a educação. O dinheiro resolveria o problema da saúde, construindo mais hospitais, comprando equipamento e importando tecnologia de ponta, contratando e treinando melhor os agentes da saúde; o dinheiro resolveria o problema da segurança, com praticamente os mesmos passos; com dinheiro resolveríamos o problema do saneamento básico, das estradas, etc. Mas, não vejo o dinheiro como solução na educação. A educação é muito mais subjetiva do que qualquer menção acima. A educação é muito mais individual do que qualquer obra supracitada. Portanto, somente gastar em ‘preparar melhor’ os profissionais da educação, ou, construir mais escolas, não adiantaria e seria somente isso que o dinheiro conseguiria fazer.
Não sei se me faria entender escrevendo essas coisas. Alguns poderiam afirmar que com a melhor preparação dos funcionários da educação as outras etapas de melhoria seriam automáticas. Outros poderiam afirmar que com mais e melhores escolas, a demanda seria melhor suprida, entre outros aspectos que poderiam ser defendidos. Não é disso que eu falo. É lógico que ter dinheiro e investir nesses quesitos melhoraria muito o sistema atual, porém, a relação entre, principalmente, professor-aluno-administração não tem quase nada a ver com a questão monetária.
Os alunos, principalmente, estão muito desmotivados em ir pra escola e não somente porquê o professor não está preparado pra recebê-lo (por falta de preparo, o que o dinheiro poderia resolver), mas também porquê estão, cada vez mais cedo, tendo que se responsabilizar por coisas que não estão aptos. Por exemplo, ao mercado de trabalho super competitivo e precoce. O aluno de classe média baixa está, assim quando a lei permitir e em alguns casos antes disso, precisando auxiliar na renda doméstica e está se submetendo a jornadas de trabalho iguais aos trabalhadores mais velhos e, além do tempo, tendo que ter a mesma responsabilidade que os mesmos. Sendo assim, aqueles que trabalham, geralmente, perdem a vontade de ir à escola porque não vêem perspectivas de melhoria. Na escola ele não é entendido como trabalhador e estudante e o professor (no seu direito e dever) tenta extrair a última gota de energia que o indivíduo ainda carrega consigo.
Um outro grande problema é de âmbito humano, mesmo. O aluno, muitas vezes, é visto como produto. Pior, um produto fabricado em série, sob demanda e de qualidade padrão. Todos estão obrigados a aprender Matemática, Física, Biologia, História, Português, como se tivessem a mesma habilidade pra todas disciplinas. Eu confesso, não tenho a solução pra isso! Mas somente dinheiro, tenho certeza que não resolve.
Como disse um professor da escola onde eu trabalho, dia desses numa reunião (e eu concordo com ele), “o problema dos nossos alunos é que, de algum modo, eles não tem mais sonhos e, aqueles que vem com ideais, são usurpados pelos que já desacreditam.” Se não tem sonhos, não dão valor ao que fazem agora, porque não vêem utilidade para isso.
Enfim, a educação tem muitos pormenores que passam despercebidos porquê parecem sem importância. Várias falhas que nenhum pesquisador soube apontar soluções e eu não estou aqui pra isso. Esse pequeno texto é somente um desabafo, pra compartilhar e tentar transmitir um pouco da responsabilidade que eu, professor, tenho, para pais, alunos e Estado, principalmente. Sei que falta uma coisa essencial para bom relacionamento entre pessoas: Amor ao que se faz. Seja em que lado estiveres. Se fores aluno, o ideal seria agir com amor ao estudo, se fores professor, com amor ao leccio, se fores diretor, amor à escola e tudo que nela conter; e assim por diante.
Meus textos sobre educação ou algo do gênero, nunca se transformam em discussão, nem em leitura, mas esta aí, a disposição caso alguém queira implementar, criticar, discutir e tudo o mais. Sei que isso não vai mudar nada, mais uma vez, mas não posso ver e ao menos não reclamar. Embrulha!

Cirurgia no joelho

Postado em 1 em Julho 9, 2009 por tropicalismo

Parte 01 -
O vídeo acima é uma animação em 3D parecida com a cirurgia que eu fui submetido em 16 de dezembro passado. A diferença desta para a minha é únicamente de onde meu encherto foi retirado, que, diferente ao do vídeo, foi extraído do tendão interno de trás do joelho.
O processo de cirurgia é muito tranquilo, sendo que no outro dia o paciênte já está liberado para ir pra casa, utilizando somente o apoio de moletas. No terceiro dia após a cirurgia, o paciente já está apto a iniciar a fisioterapia, leve e gradativa, que garantirá a reabilitação dos movimentos plenos do membro operado.
Após aproximadamente 30 sessões de fisioterapia, o paciente encontra-se liberado para iniciar o fortalecimento, que é feito em academia e os exercícios são passados pelo médico ortopedista responsável pela cirurgia, ou alguém de sua equipe. A reabilitação na academia dura em torno de 5 ou 6 meses, sendo que deve ser continuada por precaução mesmo depois de o paciente ser liberado para exercícios físicos. Portanto, a reabilitação completa, até que o paciente esteja liberado para ter uma vida normal, podendo jogar futebol, vôlei e praticamente todos os outros esportes (se não todos) gira em torno de 7 meses.

Parte 2 -
Como mencionado acima, eu fiz praticamente a mesma cirurgia há 6 meses e meio atrás (dia 16 de julho completariam 7). Fiz todos os passos mencionados, levados a sério e respeitando cada etapa. Antes de fazer a cirurgia, fiquei 1 ano sem algum esporte, pois minha lesão aconteceu em setembro de 2007 e em 2008 me via atrelado com outros compromissos, na qual a cirurgia automaticamente me excluiria.
Antes da lesão, sempre pratiquei muitos esportes. Eles faziam parte da minha vida social e eu me sentia muito bem com eles. Decidi então consertar minha situação aproveitando as férias do fim do ano. Resultando disso, virada do ano com órtese embaixo dos braços, pernas pra cima na cama, crioterapia a cada hora no joelho lesionado.
Uma relação terminada por falta de mobilidade e 6 meses de correria e sacrifícios para a reabilitação.
Todo esse dispêndio teve um fim, na quinta passada, quando fazendo exercício considerado leve, meu joelho novamente moveu-se de seu devido lugar, causando assim nova ruptura do mesmo ligamento.
Bom, resumindo: To fudido, porque terei que passar por tudo novamente, com um agravante, pois o enxerto terá que ser retirado da outra perna. Provavelmente nunca mais praticarei esportes de impacto, logo, terei que me adaptar socialmente para isso. Ficarei, no mínimo das implicações, mais 1 ano inteiro tentando me recuperar.

Usei esse espaço pra socializar meu caso pois alguns mostraram-se preocupados com minha situação. A cirurgia deverá acontecer perto do findar desse ano. Espero que seja a última.

(Sem revisão alguma, também a título de desabafo. As coisas, além dessa, não estão fáceis)

Autora desconhecida que duvida da sua potencialidade

Postado em Geral em Julho 3, 2009 por tropicalismo

Parece que estou num corredor escuro, sem saída. As portas estão fechadas, sinto frio, medo, não tenho para onde ir, não sei o que pode acontecer. Às vezes abre uma brecha no final do corredor, mas como abre, ela fecha antes mesmo de conseguir chegar lá e sair da escuridão. Não sei o que fazer, tenho medo de me perder, preciso de uma luz, calor, preciso conseguir sair daqui, me libertar dessa escuridão, fazer a minha vida voltar a ser como era. Não existia limite para felicidade, quero ser eu mesma, e não o que os outros querem que eu seja. Cansei de doar e não receber, não preciso de escoltas. To quebrada, o que eu mais quero agora é juntar os pedacinhos e construir uma nova vida, talvez melhor, talvez pior, mas com certeza muito diferente.Eu quero viver, olhar para frente, seguir o meu caminho e voltar a ser feliz, ser eu e o que eu quero ser, sem medo de me perder, sem medo da escuridão e do frio que me consome. Eu sei é difícil, mas vou enfrentar e sair daqui como vitoriosa e não perdedora.

(Compilado das páginas de bate-papo)

Um novo modelo de sentimento.

Postado em Geral em Junho 18, 2009 por tropicalismo

Confesso que tive medo quando abri essa página, que se mostrava em branco. Tive receio de que as palavras não aflorassem e a página continuasse em branco. Mas aqui estão elas. Simples e corriqueiras, como sempre foram. Sinceras e verdadeiras.
Hoje elas vêm falar de algo que se encontra escondido em todos, mas que aparece de indeterminadas maneiras. Venho eu expeli-las para falar de um sentimento que escassa no mundo. Elas aparecem pra falar de amor. Não gosto de falar de amor, mas elas me impelem para que eu toque nesse assunto. O que é amor? Existe? Há de existir! Nas mais disformes sensações há o amor.
Determinando: O amor é um apreço estimado a nós ou a terceiros. Não, o amor é mais que isso. O amor somos nós nos outros e os outros dentro da gente de uma forma tão abrupta e imperativa que é impossível escarrar. O amor é, então, troca. É paciência e conhecimento mútuo. O amor é doação. Não, doação é impossível no amor. Pois no amor, o outro está inserido em nós e, logo, fica impossível doar amor. Amor é empréstimo permanente. Empréstimo da gente, pra gente.
A conclusão que posso tirar disso tudo é que o amor só acontece na gente, perpassa pelos outros e retorna a nós mesmos. Então, nesses termos, o amor simplesmente é. Logo, o amor transcende e faz parte de todos a toda hora. Vamos achá-lo, poli-lo e usá-lo, para que ele permaneça no ciclo que o produz.

Esperar ou agir? Reclamar ou fazer?

Postado em Geral em Junho 5, 2009 por tropicalismo

Bem, vamos lá. Eu tenho escrito pouco ultimamente e talvez isso seja um problema, pois o cérebro pode ter atrofiado um pouco; peço desculpas. Não escrevo por falta de idéias ou vontade, apenas não tenho mais tempo; e digo, ando muito cansado ultimamente. O mais impressionante é que esse cansaço e essa falta de tempo estão me fazendo muito feliz e isso se dá, principalmente, por eu ter com quem dividir minhas idéias e meus valores. Vou desvendar quem são minhas cobaias: meus alunos! Sim, mas não faço nenhuma experiência escabrosa com eles. A única experiência que faço é tentar impeli-los a, antes de qualquer coisa, pensar a respeito. A respeito da sociedade, dos meios de relacionamento interpessoais, da relação deles com eles mesmos, entre outras visualizações. E, magnificamente, tenho alcançado resultados ótimos. A principal discussão que venho trabalhando, é a respeito de valores pessoais, que, em minha opinião filosófica de botequim, é de onde inicia a construção do caráter de cada um deles. Será somente quando eles próprios colocarem assuntos como a educação e o conhecimento em primeiro lugar nas suas metas pessoais, por exemplo, que os mesmos alcançarão também, a reboque, um grau superior para discernir os demais assuntos respectivos a eles ou à sociedade em geral. Portanto, cabe a nós, professores e afins, incitá-los e inseri-los a leituras mais críticas e a debates, para que num futuro próximo possam saber escolher por vontade e, principalmente, conhecimento próprios o que seria melhor pra todos e, logo, ao planeta inteiro. Penso longe? Penso pouco! A mínima, ou a máxima mudança, sempre tem um começo, que não por coincidência, iniciam no zero. Faço valer e aposto nisso. Porém, lamento ter que acreditar que não chegarei a ver essa revolução. Não sou “exército de homem só”, só meu batalhão que é pequeno.

Milésima canção.

Postado em Geral em Maio 22, 2009 por tropicalismo

Este post é dedicado especialmente aos leitores e críticos deste blogue. Sem audácia, mas com muita felicidade, indico a milésima visita a este espaço. Agradeço a todos que só passam a espiar, os que simplesmente comentam ou aqueles que criticam meus textos. Que de vinte em vinte visitas diárias somam-se hoje mais de mil. Me sinto muito bem ao saber que alguém ao menos importa-se em abrir e conferir que baboseiras venho publicando nesse espaço informal. Me sinto melhor ainda quando aqueles que passam por aqui deixam sua marca e comentam comigo (por aqui mesmo, ou msn, ou orkut, ou pessoalmente) o que o meu texto significou.
Aproveitando também venho dizer que o meu tempo para dedicar a textos no blogue está esguio e que estou tendo que me esforçar muito para atualizar sempre esta página. Porém, informo-lhes que meu esforço será continuado. Para o bem de uns e empecilho a outros.

Muito obrigado a todos.
Um grande beijo, Javan..

Música comemorativa: À Palo Seco – Belchior (vejam vídeo no meu orkut)