Voltando dos meus compromissos, sempre no fim do dia, cansado e cheio de emoções que as tarefas diárias me proporcionaram, é que minhas engrenagens começam a funcionar e eu fico matutando sobre assuntos variados. Nunca é diferente. Dias atrás, após escutar alguns reclames, – e claro, incomodado com isso – resolvi analisar o contexto da situação e cheguei à seguinte conclusão de filósofo de bar: “todas as soluções, pra todos os problemas que a gente cria, ou que criam pra gente, que seja abstrato, (de conduta, moral, de relações interpessoais e outros pseudo problemas), que não envolva saúde, ou situação financeira (que muitas vezes, como no caso fatídico desse texto, nem chega a ser problema), está na gente!” Nesse caso, o camarada diz que tem problemas, que não suporta mais trabalhar em tal lugar, que o chefe é insuportável, que o salário é baixo, que a vida tá puxada. Ora, qual a solução? Simples, uai, muda de emprego. Ah! Mas não pode mudar de emprego porque o que passará a ganhar não sustentaria sua vida pouco regrada. Então, ou muda de vida, ou muda de emprego, ou se habilita pra receber o mesmo tanto. Muitas vezes uma leve mudança no nosso comportamento, ou na nossa concepção de realidade, ou somente de valores, resolve grande parte das nossas inquietações. Tem gente, é claro, que não consegue encontrar “o seu eu” sozinho, que necessitam de alguma ajuda. Creio que seja uma falha no desenvolvimento sensitivo, mas não como doença e sim como sendo um setor sentimental que essa pessoa não tenha percebido ser importante treinar sozinha e que tenha sempre assistido por entidades externas. Nesse caso, as pessoas buscam ajuda pra ser aquilo que na verdade elas já são, pois, na minha opinião, ninguém muda além do que a sua índole (ou o que quer que seja) permita, logo, a pessoa só muda pr’aquilo que ela é capaz. Se ela é capaz de se tornar uma “outra pessoa”, é sinal de que pode fazer muito bem sozinha. No entanto, talvez por concepção social, não nos vemos mais permitidos a buscar soluções individualmente, ou a fazer o que nós achamos correto, porque estamos a toda hora procurando uma aprovação de algo que acreditamos ter a pertinência de nos dar o aval necessário. E eu fico nervoso com isso! Pra que recorrer a artimanhas, leituras e outras coisas que outras pessoas dizem ser correto, pra saber o que é certo pra gente? Tomando as mesmas atitudes de todos, tendo a mesma conduta de todos, fazendo o que todos fazem, nos padronizam e nos tornam previsíveis. Não podemos deixar que isso continue acontecendo na humanidade. Temos que confiar mais na gente, ter a moral limpa e a ética afinada. Fazer sempre com o pensamento em melhorar tudo (coletivamente) e de forma saudável. Oxalá!
Música pra ilustrar: