Um pedido de ajuda.

Caraminholas na cabeça e a madurecença paulatinamente chegando nos faz naturalmente pensar em determinados assuntos nunca antes avaliados. Por isso, peço ajuda aos mais velhos, que com suas experiências de vida podem me ajudar a refletir sobre alguns problemas. Gostaria de saber, meus amigos, quando em suas vidas vocês sentiram-se preparados, com a certeza de, por exemplo, conseguirem constituir uma família e prover a ela tudo o que ela merece por direito?  Sim, porque vejo o mundo caminhando vagarosamente para a perdição e não tenho mais ânimo, ou otimismo suficiente pra acreditar em uma reviravolta. Os valores individuais, as drogas lícitas e ilícitas, a falta de tempo livre pra convivência em harmonia, a falta de educação e respeito, a “democratização” da corrupção, a anestesia em relação às tragédias, a poligamia suportada, a “imperatividade” de se dar bem financeiramente (acima de tudo), a vulgarização da mídia, a pornografia das artes, a vulgarização dos sentimentos, a facilidade de pôr o “EU” como prioridade inabalável, e outras coisas. Como, em um panorama como este, existem pessoas que ainda tem a “coragem” de colocar um filho no mundo? Será que as pessoas não têm medo disso? Será que elas nem pensam a respeito? Ou será que as pessoas são mais corajosas do que eu, ou, quem sabe, insensatas? Caros anciãos, me ajudem! No tempo de vocês, a perspectiva era a mesma? Eu não penso (e não tenho mesmo coragem) em ter filhos, por enquanto. Colocar um “serzinho” indefeso, a mercê de toda a merda (desculpem a palavra) social que ronda nossos lares, vendo a impunidade em todos os sentidos, instâncias e locais? Vendo o descaso político e pior, a complacência? Não!

 Nossos pais foram realmente heróis em nos dar tudo aquilo que nós temos hoje. Não aquela imagem de herói que todo filho tem dos seus pais, mas heróis de verdade. Principalmente em nos imputar ‘VALORES’ no meio de tanta nojeira e mesquinhez. Nosso comportamento é reflexo da nossa educação. E eu continuo me perguntando: de quem é a culpa? Meu deus, eu perdi a esperança de algo melhor! E seria a esperança a única salvação (junto com a luta). Peço desculpas, meus amigos mais velhos, mas eu não tenho a coragem que vocês tiveram e, talvez, por causa de mim as coisas continuem acontecendo dessa maneira, mas me digam, façam atinar em mim e nos outros jovens, a quem nosso país depende, a vontade de continuar brigando por um mundo melhor. Conversem com os mais novos e encorajem-nos a fazer a diferença. Continuem a incitar a moral, a ética, a harmonia, a filantropia no sentido puro e tudo de melhor que o ser humano tem, porque só assim, então, poderá haver alguma esperança, de novo.

A hipocrisia faz rondas diárias, cuidado:

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