A plenitude do(e) ser

Primeiramente, queria dizer que este texto está sendo escrito a partir de um tablet com teclado digital e no meio de uma aula de Execução Civil, logo, peço, desde já, desculpa pelos possíveis erros de grafia. Posteriormente me proponho a abrir meus segredos mais íntimos em relação aos meus sentimentos. Bem, antes de tudo isso eu queria dizer que há cerca de quatro meses pra cá eu voltei a acreditar em determinadas coisas e isso é providencial pra este mal-escrito existir.
Existiu um tempo, remoto, há aproximadamente dez anos atrás, em que este que vos escreve era romântico, crente no ser-humano (até um tanto inocente), lia poesias e era obcecado pelo comportamento alheio. Renato Russo, Gullar, Baudelaire, Maiakówski, entre outros, gritavam ao meu coração que tudo aquilo que eu via e sentia era possível. As coisas eram muito mais coloridas e, somente isso ter a possibilidade de existir entre os Homens, já me fazia muito feliz e realizado. Não me preocupava em agradar, nem precisava me preocupar em agradar aos outros, os fatos eram, dentro do possível, harmônicos e tudo ia muito bem. Porém, todas as minhas teorias tornaram-se fatos quando, de súbito me apaixonei por uma colega de classe (ensino médio, na época). A partir de então, por não ser nem um pouco retribuído em relação ao que eu sentia, tudo começou a ficar menos colorido, até que um dia a Idade Média aportou na minha vida. Nada que eu lia, via, ou ouvia fazia mais sentido e eu jurei pra mim mesmo nunca mais acreditar em nada disso que tanto me fizera sofrer. Passei longos anos ressabiado, com cicatrizes expostas e nunca mais senti algo puro e verdadeiro por alguma affair que despercebidamente passou pela minha vida. Cheguei a achar que algum resquício sobrara de tudo aquilo nos anos que se seguiram, mas nada durava muito, nem era muito intenso. Com o tempo, algum tipo de calo foi se formando e, desculpa àquelas mulheres, pouco me sobrou de tudo que já foi. A grosso modo, restou-me a consciência de que, se tudo aquilo que um dia acreditei existia de verdade, não seriam aquelas que me provariam isso (algumas até tentaram).
Mas, como nos mostra muito bem a História, um dia as coisas mudam (e acreditem, sempre muda) e, como mencionei acima,  há meses algo aconteceu em minha vida e eu pude constatar que aquelas ideias de dez anos atrás ainda fazem sentido. Entretanto, posso perceber hoje que, embora tivesse noções bonitas do que chamamos de amor, não entedia a essência desse sentir. Agora, além de entender a teoria de amar, estou vivenciando e aprendendo dia-a-dia essa arte e confesso, não existe sensação melhor do que essa no mundo (não que eu tenha sentido, em toda a minha vida). Com isso eu quero dizer que só aprendi o significado do verbo amar no alto dos meus 25 anos de idade, por mais que eu tenha buscado em toda a minha vida, às vezes forçosa e precipitadamente, entender tal magia, e quero continuar aprendendo, lentamente a com a possibilidade de gozar de todos os seus prazeres. E por isso, acima de tudo, quero agradecer à pessoa (que não citarei para preservar e porque todos sabem de quem se trata) porque, mesmo sem saber, fez toda a minha vida mudar pra melhor e pra sempre.

 

2 comentário para este post.

  1. Publicado por desi em 23/08/2011 às 13:07 r r

    Gostei do jeito que tu escreve.
    Bem profundo e sincero, e, com uma fluidez que não cansa quem lê.
    =)

    Responder

    • Publicado por tropicalismo em 23/08/2011 às 23:52 r r

      Muito obrigado, Desiré.
      Tomara que consigas continuar dando uma passada por aqui esporadicamente pra ler e comentar. Adoro quando as pessoas participam.
      Valeu! :D

      Responder

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